terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Somos o Amor...


Permitiu-se.
Pela primeira vez de verdade consentiu que lhe adentrassem realmente o coração (já repleto de teia de aranha, pó, quietude), mas não como antes. Agora tenho meu jeito mais manso de sorrir, seu jeitinho à toa de fechar as duas mãos em concha e agradecer aos céus pela maravilhosa fatia de torta recheada que tenho à minha frente.
Dessa vez ao invés de palavras ríspidas, sentimentos poucos, angústias constantes, tenho paz, confete colorido, caixinhas forradas de papel crepom (para guardar todos os meus sonhos), campos amarelados (abarrotados de girassóis dourados), bom sentimento em tua sua infinitude.
E respeito.
E um sachê de coragem para ele emergir naquele chá de vidinha pouca que antes levava.
Dessa vez soube que seria para sempre, porque ela me adora desde o dia cedinho com um hálito um tanto dorminhoco até tarde da noite quando estou bêbado de sono e não consego mais manter pensamentos lineares.
E eu que sem dúvida nenhuma, sei falar de amor como ninguém fico surpreso pois na dessa vez, soube realmente o que é viver de amor..

2 comentários:

MS disse...

Nossa, lindo, perfeito tanto texto quanto a foto.....Beijossss

Anônimo disse...

fodastico...adorei
beijos