domingo, 31 de outubro de 2010

O Amor...


Não te amo como se fosses
rosa de sal, topázio
ou flecha de cravos que
propagam o fogo:

Te amo como se amam
certas coisas obscuras,
secretamente, entre a
sombra e a alma.

Te amo como a planta
que não floresce e leva
dentro de si, oculta, a luz
daquelas flores,
e graças a teu amor vive
escuro em meu corpo
o apertado aroma que
ascendeu da terra.

Te amo sem saber como,
nem quando, nem onde,
te amo diretamente sem
problemas nem orgulho:
assim te amo porque não
sei amar de outra maneira,
senão assim deste modo em
que não sou nem és,
tão perto que tua mão
sobre meu peito é minha,
tão perto que se fecham
seus olhos com meu sonho.

((Pablo Neruda))

6 comentários:

Pelos caminhos da vida. disse...

Gde Pablo Neruda.

beijooo.

Colecionadora de Silêncios disse...

Ahhh! Neruda é maravilhoso, amiga!

Bela partilha! Obrigada por nos presentear com um poema tão belo!

Beijos, querida.

Ivan disse...

Pablo Neruda é um monstro! No melhor sentido da palabra. Abraço

Carlos Alberto disse...

O Sempre bom Pablo.

carol sakurá disse...

Ode ao amor!

beijo!

Anônimo disse...

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